Igreja Sangue
As portas eram pretas de madeira de cerejeira, com maçanetas
grandes de ouro pintadas com um vermelho vivo. Não era uma igreja como as
outras que se veem espalhadas pelo mundo. Ela exibia, em sua entrada, a
aparência de uma capela com mosaicos lindos de anjos e mulheres nuas escondendo
suas vergonhas. Mas essa somente era a fachada, ou, quem sabe, um local para
cultos esporádicos. Hoje o dia era diferente.
Caminhando um pouco mais para o fundo do grande desenho de
um símbolo que se parecia com um cinco, quase um S, e encontrando uma porta
menor e mais estreita, descendo três lances de escadas, ao longo de várias
lamparinas que acendem ao movimento, com fogo de verdade aparecendo aos poucos
iluminando o corredor com várias portas que poucas pessoas já adentraram, no
final do corredor, estava a maior porta daquele lugar. Ela é o que interessa no
dia de hoje.